06 de setembro 2020

O que Fazer Quando se Sentir Perdida

É como se 2020 tivesse tirado o rolo compressor, o trator, o asfalto e tivesse nos dado só um facão, pra gente ir abrindo a mata à mão.

Como não se sentir perdida quando tudo está fora do lugar?

Quando a nossa capacidade de fazer planos e minimamente prever o futuro foi por água abaixo?

Esse período trouxe muitas mudanças. Em escala mundial e em nossas vidas como indivíduos. Praticamente nada é mais como era antes. Atividades simples como ir ao mercado, ganhou novos protocolos. Então é até natural que em algum grau nos sintamos perdidas. 

A nossa vida é uma estrada que vamos construindo conforme vamos caminhando. E é como se 2020 tivesse tirado o rolo compressor, o trator, o asfalto e tivesse nos dado só um facão, pra gente ir abrindo a mata à mão. Um passo após o outro. 

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E uma tendência que temos ao nos sentir perdidas é ir com o facão cortando tudo, sem plano, sem entender se aquele pedaço faz parte da estrada, se a estrada que estou abrindo vai pro lado que queremos ir… mas simplesmente continuar cortando… mesmo que seja só pra se sentir em movimento, “útil”, com a sensação de que estamos fazendo alguma coisa. 

É claro que nem todo mundo pode ficar em casa neste momento. Sejam os trabalhadores dos serviços essenciais, dos negócios que já estão voltando, ou quem precisa ir atrás do pão de cada dia senão não come mesmo.

Mas quem está em casa neste momento, corre o risco de estar sofrendo de uma ansiedade por não poder estar fazendo mais, ou não poder estar fazendo o que queria estar fazendo, ou do modo que era feito antes. E pra não ficar “parada”, sai fazendo qualquer coisa já que é melhor do que “não fazer nada”. 

Mas por mais contraintuitivo que seja, esse momento do “não fazer” pode ser importantíssimo neste momento em que você se sente perdida. 

Porque vamos fazer uma analogia: você está dirigindo e sente que se perdeu no caminho… o que você faz? 

“Ah, eu piso no acelerador e continuo correndo pra qualquer lado que seja, porque uma hora eu vou chegar!” 

Faz algum sentido?

Geralmente existe um momento de perceber que se está perdida, procurar um lugar seguro pra parar, ajustar o GPS, ligar pra alguém, pedir informação na estrada. E só depois continuar. Mas esse momento de parar é vital. Sem ele você corre o risco de ir parar muito mais longe do seu destino, sem gasolina e com muito mais dificuldade de recalcular sua rota. 
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E já que vamos parar para entender onde estamos e para onde estamos indo, vale a pena se perguntar:

“Quem eu era antes de tudo isso começar?”

“Eu ainda sou exatamente a mesma, ou este período causou alguma mudança em mim?

“Quais eram meus projetos e prioridades? Faz sentido eles continuarem sendo os mesmos?” 

“Quem eu quero ser daqui pra frente? E como isso irá refletir no meu negócio como maquiadora?”

Quando nos fazemos perguntas nesse sentido temos a oportunidade de olhar pra dentro e também pra fora. Porque também podemos incluir as perguntas: 

Mesmo que eu ainda queira a mesma coisa, as demandas do mundo comportam esse meu desejo?” 

“Isso ainda faz sentido?”

“Ou estou querendo isso pra satisfazer o meu ego?”

Então, antes de sair por aí desesperada, vale muito a pena dar uma respirada e alinhar alguns pontos:

  • O que quero

  • O que gosto

  • Com o que quero me conectar neste momento

  • Quais são as novas demandas do mundo

  • Como eu posso adaptar o meu desejo pra suprir essa demanda

Voltando à nossa analogia, pode ser que você até estava no caminho certo… mas aí você percebe que estava indo pra montanha, mas agora quer ir pra praia… 

Ou que estava indo pra casa da sua amiga, no endereço antigo… 

Então dar essa parada no acostamento pra dar uma nova orientação pro seu GPS é fundamental. Evita que você pare no lugar errado, ou no lugar supostamente certo, mas que já não faz mais nenhum sentido pra você. 

Algumas pessoas estão mais resistentes que outras para encarar de frente essas mudanças e lidar com a realidade - e não com o que eu gostaria que fosse. 

Esse período que estamos vivendo expôs as nossas fragilidades, seja escancarando nossas mazelas como sociedade, e também as nossa limitações individuais e de nossa profissão. E tudo isso traz uma reflexão quase que obrigatória. Seja pra pensar novas formas de ganhar dinheiro enquanto não posso atender, seja para estudar, planejar e decidir como vou atender neste novo mundo.  

Vira e mexe a gente se perde pra depois se achar. E esse movimento não é necessariamente ruim, ele faz parte das mudanças. 

Será que não vale a pena prestar atenção no que este momento está tentando te dizer? 

Ao invés de continuar como um rolo compressor, mesmo desconectada, mesmo perdida… só porque “todo mundo está fazendo alguma coisa”?

Se você não aproveitar este momento de reflexão quase forçada pra fazer isso, vai fazer quando? 

Pode soar clichê, mas quando a gente diminui o volume dos ruídos externos, temos a capacidade de escutar dentro… e perceber que as respostas já estão todas ali. 

Saia do lugar da comparação, da ação frenética, do fazer por fazer… e conecte-se com essa versão atualizada que você tem pra oferecer pra este mundo novo. 

Vem conferir o vídeo que fizemos essa semana!




Um beijo!
@profissao.maquiador